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Escolher um filhote

O que um filhote de Rottweiler pode comer

A regra que resume tudo: ração de raça grande formulada para crescimento controlado, na quantidade calculada pelo peso adulto esperado, dividida em várias refeições. O resto é detalhe — menos o cálcio, que é o erro que mais custa caro.

Redação Canil Mansur08/06/2025Atualizado em 11/09/20265 min de leitura
Filhote de Rottweiler do Canil Mansur
Filhote gordo não é filhote saudável: em raça grande, o excesso de peso na fase de crescimento é um dos fatores que agravam a displasia.

A pergunta parece simples e esconde a decisão que mais afeta a vida adulta do cão: filhote de raça grande que cresce rápido demais tem mais problema ortopédico depois. Alimentar bem um filhote de Rottweiler não é alimentar muito. É alimentar no ritmo certo.

A base: uma ração, e as três palavras que importam

As três palavras são raça grande, crescimento e controlado, e não são termo de marketing. Fórmulas de crescimento para raça grande têm densidade calórica menor e teor de cálcio controlado, exatamente para segurar o ritmo de ganho de peso enquanto o esqueleto se forma. Ração de crescimento comum, feita para cão pequeno, entrega mais caloria e mais cálcio do que um Rottweiler filhote deveria receber.

A quantidade sai da tabela do fabricante como ponto de partida, calculada pelo peso adulto estimado, e não pelo peso de hoje. Depois se ajusta olhando o cão: costelas que se sentem ao passar a mão sem apertar, cintura visível de cima.

Quantas refeições, em cada idade

Até 3 meses
4 refeições por dia
3 a 6 meses
3 refeições por dia
A partir de 6 meses
2 refeições por dia, para sempre

O "para sempre" não é força de expressão. O Rottweiler tem peito profundo e está no grupo de risco de torção gástrica, e refeição única volumosa é o principal fator de manejo associado ao quadro. Vale também evitar exercício na hora anterior e na hora seguinte à comida, e desacelerar quem come rápido demais com comedouro próprio para isso.

Do leite materno à ração

Filhote de Rottweiler de pé na varanda, com a língua de fora
O desmame começa por volta das quatro semanas, com ração umedecida, e é conduzido pelo criador, não pela casa nova.

Nas primeiras semanas, só leite materno, incluindo o colostro das primeiras horas, que carrega os anticorpos da mãe e tem janela de absorção de cerca de 24 horas.

Por volta das quatro semanas começa o desmame, com ração própria umedecida em água morna até virar pasta. A pasta vai secando ao longo das semanas seguintes, e por volta das sete ou oito o filhote já come ração seca.

Esse processo acontece no canil, antes da entrega. O que a casa nova recebe é um filhote já comendo sólido, com a orientação de qual ração ele vinha recebendo, para não haver troca brusca somada à mudança de ambiente.

Leite de vaca não entra. Filhote não digere bem lactose, e o resultado é diarreia. Se for necessário complementar, existe leite substituto formulado para cães, indicado pelo veterinário.

O que é proibido

Alguns alimentos são tóxicos, outros só fazem mal.

Os tóxicos: chocolate, uva e uva-passa, cebola, alho, abacate, xilitol (adoçante presente em produtos "sem açúcar"), álcool e macadâmia.

Os perigosos: osso cozido, que lasca e perfura (osso cru recreativo é outra conversa e depende de orientação); espinha de peixe; comida temperada, pelo sal e pela cebola.

Os inadequados: leite de vaca, sobras de mesa em geral e ração de gato, que tem proteína e gordura em excesso para um filhote de raça grande.

O erro que mais custa caro: cálcio

Este merece seção própria porque é o mais frequente e o mais danoso.

A intuição diz que um cão que vai chegar a 60 quilos precisa de cálcio extra para formar osso. É o contrário. O filhote de raça grande não regula bem a absorção de cálcio em excesso, e o que sobra participa da formação óssea de forma desordenada, o que está associado a osteocondrose e a agravamento de displasia.

Se a ração é adequada e completa, não falta nada. Suplementação só com indicação veterinária, nunca "por segurança".

Petisco, e onde ele passa do ponto

Petisco tem função real na fase de socialização e no treino: é o reforço que ensina. O limite é a conta. Se passa de 10% das calorias do dia, deixou de ser reforço e virou refeição paralela, desmontando o cálculo da ração.

Para treino, use pedaços minúsculos: o filhote responde ao gesto, não ao tamanho. Cenoura crua e pedaço de maçã sem semente funcionam bem como alternativa de baixa caloria.

Trocar de ração, quando for preciso

Rottweiler jovem do Canil Mansur
Qualquer troca de ração se faz em sete a dez dias, misturando proporções crescentes.

Sempre em sete a dez dias, misturando proporções crescentes da nova com a antiga. Troca abrupta em cão de peito profundo dá problema digestivo, e a diarreia que aparece na primeira semana na casa nova quase sempre é isso, e não a ração nova ser ruim.

A troca para ração adulta acompanha o fechamento das placas de crescimento, por volta dos 18 meses. Tratamos das idades em quando um Rottweiler deixa de ser filhote.

Por que este texto não indica marcas

Linhas mudam de formulação, e o que serve a um cão pode não servir a outro. O que não muda é o que olhar no rótulo: fonte proteica animal identificada abrindo a lista de ingredientes, indicação de raça grande, fase de crescimento e a relação cálcio-fósforo na garantia analítica.

E o melhor indicador não está no saco: é o cão. Fezes firmes, pelo com brilho, ganho de peso constante e disposição normal significam que a ração está servindo. As fases seguintes estão em alimentação de Rottweiler.

No Canil Mansur

O filhote sai comendo ração sólida, com a orientação do que vinha recebendo e de como fazer a transição se a casa nova usar outra marca. Seguimos disponíveis para as dúvidas dos primeiros meses, que, na prática, são quase todas sobre comida.

Veja o que mais acompanha cada filhote em filhote de Rottweiler puro.

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